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ICTs devem prestar informações sobre propriedade intelectual

O prazo para as entidades de ciência e tecnologia preencherem o Formulário para Informações sobre a Política de Propriedade Intelectual das Instituições Científicas e Tecnológicas do Brasil (Formict), organizado pelo MCTI, termina no dia 31 de março.

Os dados relativos ao período de 2011, como as criações desenvolvidas, proteções requeridas e concedidas, contratos de licenciamento ou de transferência de tecnologia firmados devem ser informadas pelo sistema.
São considerados ICTs, os órgãos ou entidades da administração pública que têm como objetivo executar pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico. As instituições privadas com as mesmas funções, embora não sejam obrigadas, também podem preencher o Formict.
Para mais informações ligue para (61) 3317-8094 e 3317-7813, ou envie um e-mail para formict@mct.gov.br. O formulário está disponível neste link.

Campus Party começa com foco na inovação

A Campus Party, um dos principais eventos de tecnologia e cultura digital do País, abriu suas portas na manhã de ontem no Anhembi, em São Paulo. A partir de hoje, o evento terá palestras de pessoas de destaque em suas áreas, como o professor especialista em tecnologia educacional Sugata Mitra.

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Governo vai reduzir imposto para setor que inovar

A presidente Dilma Rousseff prepara quatro medidas provisórias que vão estabelecer Regimes Tributários Especiais (RTE) para facilitar a importação de máquinas para produção, no Brasil, de equipamentos de alto conteúdo tecnológico nas áreas de semicondutores, TV digital, telecomunicações e computadores pessoais.

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Mais agilidade nas patentes

As medidas anunciadas pelo governo em meados de 2011 para modernização do sistema de patentes, a cargo do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), começam a apresentar resultados. Com a conclusão da informatização dos serviços de análise e registro, o órgão reduziu para cinco anos o tempo médio estimado para tramitação de pedidos de patentes, o que é bastante razoável, considerando que, até 2009, era preciso esperar 10,2 anos para obtenção do registro, ou seja, um pouco mais da metade dos 20 anos de validade de uma patente. A evolução nessa área tomou impulso no fim de 2011, quando o prazo de processamento de patentes no órgão já havia caído para 5,4 anos.

A meta agora é reduzir o prazo para menos de quatro anos em 2015. Este seria “um prazo compatível com as melhores práticas internacionais para garantir uma análise confiável e dar segurança às empresas para desenvolver o produto de suas tecnologias”, como disse Jorge Ávila, presidente do órgão, em entrevista ao Estado.

A agilidade no registro de patentes é um requisito básico para o estímulo à inovação de processos e produtos por parte das empresas, condição necessária para fazer face à concorrência internacional, tanto no mercado externo como no doméstico.

Além disso, a modernização do Inpi deve contribuir para o combate à biopirataria, que é particularmente acentuada em um país com grande biodiversidade, como o Brasil. Não são poucos os casos de plantas, principalmente da Amazônia, que foram apropriadas por empresas estrangeiras, que registraram patentes no exterior, aproveitando-se da circunstância de não haver registro oficial do seu uso ou de suas propriedades no Brasil, embora isso possa ser até comum na medicina ou na alimentação populares. Como os cientistas têm alertado, não se combate a biopirataria só com fiscalização, mas com melhor conhecimento da biodiversidade e com patentes que a protejam de sua exploração ilegal.

O Inpi hoje se vê diante de dois problemas. É preciso dar continuidade com rapidez ao trabalho de tirar o atraso, pois há cerca de 160 mil pedidos de patentes ainda dependentes de análise, mesmo depois da identificação e arquivamento de 30 mil processos com documentação falha. E, atender a um aumento de 10%, por ano, do número de depósitos ou pedidos de novas patentes ou registro de novas marcas. Em 2011, por exemplo, o órgão recebeu 30 mil novos pedidos de patentes, número que tende a continuar em rápido crescimento.

Apesar de investir relativamente pouco em pesquisa e desenvolvimento (P&D), estudos recentes revelam que as empresas nacionais têm elevado significativamente as suas dotações para incorporação de novas tecnologias, especialmente nas áreas petrolífera, de energias alternativas e de biotecnologia. Em relação a novas marcas, o Inpi recebeu mais de 140 mil pedidos em 2011.

Se, para incentivar a inovação, a política do governo deve orientar-se para estimular a pesquisa científica em universidades e institutos tecnológicos, como disse o novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, os benefícios que daí poderão advir para o setor produtivo do País serão limitados, se o registro das patentes for tardio. O mesmo se aplica à intenção do governo de incentivar as empresas multinacionais a montarem centros de P&D no País.

Seria, portanto, lamentável que empresas ou entidades que promovem pesquisas no País voltassem a registrar patentes no exterior, sob alegação de que esse processo no Brasil é extremamente demorado. O Inpi está hoje mais bem equipado, com a reorganização das divisões técnicas especializadas, que passaram de 6 para 20, mas dispõe apenas de 273 examinadores, o que é considerado insuficiente para que consiga avançar mais. No escritório de patentes dos EUA, por exemplo, existem 5,4 mil funcionários para analisar 460 mil pedidos de patentes por ano (85,18 per capita), enquanto no Inpi atualmente essa proporção é de 110 processos para cada examinador. Essa sobrecarga, segundo Ávila, é um empecilho a novos ganhos de produtividade por aquele órgão.

Fonte: O Estado de São Paulo

BNDES libera balanço das linhas de inovação em 2011

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou em 2011 o total de R$ 2,6 bilhões para inovação, um valor 92% superior ao resultado de 2010, quando foi liberado R$ 1,3 bilhão. Os recursos para a área crescem progressivamente: em 2009, o valor foi de apenas R$ 563 milhões, 144% a menos que em 2010.

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FINEP será fortalecida e ampliada, diz ministro

A primeira reunião do Conselho de Administração da FINEP em 2012, realizada na última segunda-feira, 30, começou com a leitura de uma carta do novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, endereçada aos Conselheiros, onde ele ressalta a necessidade de reforço e ampliação da FINEP para mais apoio ao sistema nacional de ciência e tecnologia.

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Itaú investe R$ 800 mil em centro tecnológico

O Itaú Unibanco pode ser o banco das grandes cidades, segundo Roberto Setubal, controlador e presidente do banco. Mas é na pequena Mogi Mirim, no interior de São Paulo, que estará a chave para o crescimento da instituição no longo prazo. É na cidade, há 150 km da capital paulista, que o Itaú construirá seu novo centro tecnológico – responsável pelo processamento e armazenamento dos dados dos clientes do banco – com um investimento inicial de R$ 800 milhões.

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Brasil chega à linha de frente em patentes

Depois de passar a Índia no ranking mundial que mede a inovação tecnológica no mundo, em 2011, o Brasil pode avançar este ano graças ao lançamento de projetos inovadores, como o Laboratório de Nanotecnologia e o Centro de Tecnologia para testes de protótipos de equipamentos submarinos para a indústria do petróleo, inaugurado no Rio.

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Novo secretário executivo do Esporte aposta em C&T para realização de grandes eventos

A organização da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 ganhou reforço. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o novo secretário executivo do órgão, Luis Fernandes, empossado nesta quarta-feira (25), anunciaram a criação da Assessoria de Coordenação de Grandes Eventos.

Com estrutura específica, ligada à Secretaria Executiva, a assessoria coordenará os esforços do governo federal na preparação das competições, atuando como ponte entre governo, comunidade acadêmica e cadeia produtiva de inovação. Comissões técnicas de apoio às áreas tecnológicas serão estruturadas e o engenheiro Eugenius Kaszkurewicz, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-diretor do MCTI, será o titular da assessoria.

O secretário executivo também pretende criar a Câmara Temática de Inovação da Copa do Mundo. “Há outra dimensão desse desafio: a oportunidade única que esses eventos trazem para que os produtos e serviços inovadores sejam apresentados ao mundo e consigam propiciar melhores condições de vida ao povo brasileiro”, destacou Luis Fernandes durante a cerimônia de posse.

Perfil
Doutor em ciência política com trabalho voltado para a economia política do desenvolvimento, Luis Fernandes foi secretário executivo do MCTI, entre 2004 e 2006, e presidente da Finep, de 2007 a 2011. Também foi diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República e diretor da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP).

Fonte: Gestão C&T

Prazo para tramitação de patente cai de 8 para 5 anos

O Instituto Nacional de Pro­priedade Industrial (INPI) reduziu de oito para cinco anos o tempo estimado para a tramitação de pedidos de patentes depositados a partir de 2011. A redução foi obtida com a conclusão da informatização dos processos, mas o órgão esbarra agora na falta de pessoal para alcançar em 2015 a meta de quatro anos, compatível com padrões internacionais, que o governo persegue no Plano Brasil Maior.

A redução foi a mais significativa obtida pelo INPI desde o início de sua reformulação para aperfeiçoar a proteção dos diretos sobre produtos e processos e incentivar a inovação no setor privado. Em 2009, o prazo médio para um depósito de patente era de 10,2 anos. Em 2010, o indicador caiu para 8,3 anos e, em 2011, para 5,4.

O presidente do INPI, Jorge Ávila, disse que o órgão praticamente esgotou os ganhos de produtividade possíveis com automação e a reorganização das divisões técnicas especializadas. “Ganhamos produtividade ao equacionar a fila de pedidos usando racionalização e informatização, mas agora só conseguiremos reduzir significativamente os prazos com mais examinadores”, disse.

Fonte: Gazeta do Povo