Segundo as Nações Unidas, até 2030, cerca de 60% da população mundial viverá nos centros urbanos, percentual que tende a crescer até 70%, em 2050. O problema não está tão distante se considerarmos que, em 2010, 59 cidades do mundo terão mais de 5 milhões de habitantes, limite que é reconhecido como uma fronteira do “caos urbano”, resultando em condições propícias para os congestionamentos, apagões, epidemias, violência descontrolada ….

A sociedade da informação tem estimulado municípios a buscarem novas formas de desenvolvimento sustentável e inserção na economia globalizada.

O conceito elaborado por Richard Florida (2003) estabelece a importância da construção de uma geração de políticas públicas ligadas à criatividade e à inovação urbana, visando a atração e a fixação de talentos, a capacidade de pesquisar e desenvolver produtos tecnológicos, apoiando-se numa atitude tolerante, que valorize a diversidade social e cultural.

Estudo globais têm indicado que certos elementos são essenciais para que cidades atinjam sucesso num ambiente de competição global. Assim sendo, cidades diversas, que não fazem parte do seleto grupo de cidades globais, buscam criar suas próprias alternativas de desenvolvimento local, muitas vezes pautadas em casos de sucesso.

Os avanços tecnológicos tem emergido como importantes elementos no desafio da construção de ambientes urbanos mais razoáveis. Questões como segurança pública, transporte, poluição, saúde pública, dentre tantos outros fatores têm encontrado novas soluções para enfrentar velhos e crescentes problemas.

Atenta a esta demanda, a IBM tem pesquisado e apontado as principais inovações que poderão causar uma mudança efetiva nas cidades de todo o mundo nos próximos anos. A pesquisa IBM Next 5 in 5 mostra tecnologias que permitem economizar recursos e trazer benefícios às pessoas.

 

As cidades terão sistemas imunológicos mais saudáveis

Dada a sua densidade populacional, as cidades continuarão a ser foco de doenças transmissíveis. Mas, no futuro, autoridades de saúde saberão precisamente onde, quando e como as doenças estarão se espalhando – inclusive as áreas a serem afetadas. Cientistas oferecerão às autoridades municipais, hospitais, escolas e locais de trabalho as ferramentas necessárias a fim de aprimorar a detecção, monitoramento e prevenção de infecções como o vírus H1N1 ou gripes sazonais.

Veremos uma “Internet da saúde” emergir, onde informações médicas anônimas, contidas em registros de saúde eletrônicos, serão compartilhadas com segurança para impedir a disseminação de doenças e manter as pessoas saudáveis.  (…)


Construções urbanas serão capazes de responder como se fossem “organismos vivos”

Como as pessoas migram para prédios urbanos a taxas recordes, as construções serão feitas de forma inteligente. Hoje, muitos dos sistemas que formam um prédio – aquecimento, água, esgoto, eletricidade etc – são gerenciados de forma independente. No futuro, a tecnologia que gerencia instalações irá operar como um organismo vivo capaz de perceber e responder rapidamente, de modo a proteger cidadãos, economizar recursos e reduzir emissões de carbono. Milhares de sensores dentro das construções irão monitorar desde o movimento e temperatura até umidade, ocupação e luz. O prédio não apenas coexistirá com a natureza – ele fará uso dela. Esse sistema permitirá reparos antes que alguma coisa quebre, com unidades de emergência respondendo rapidamente com os recursos necessários.

Além disso, consumidores e proprietários irão monitorar seu consumo de energia e emissão de carbono em tempo real, tomando medidas para reduzi-lo. Algumas construções já dão sinais de inteligência ao reduzir o uso de energia, melhorando a eficiência operacional e aprimorando o conforto e a segurança para os ocupantes. (…)


Carros e ônibus urbanos vão operar sem combustível

Cada vez mais, carros e ônibus urbanos deixarão de depender de combustíveis fósseis. Os veículos começarão a utilizar novas baterias que serão recarregadas de acordo com a freqüência de uso. Cientistas e parceiros da IBM estão trabalhando para desenvolver baterias que tornarão possível para veículos elétricos viajarem até 800 Km com uma única carga.

Além disso, redes inteligentes em cidades podem permitir que carros sejam recarregados em locais públicos e usem energia renovável, como a eólica, para recargas, evitando a dependência de usinas a carvão. Isso reduzirá emissões e ainda minimizará a poluição sonora. (…)


Sistemas inteligentes atenderão à demanda das cidades por água e economizarão energia

As cidades perdem um volume alarmante de água – até 50% – devido à infraestruturas com vazamentos. Para piorar ainda mais a situação, a demanda humana por água deve crescer seis vezes ao longo dos próximos 50 anos – atualmente, uma em cada cinco pessoas não tem acesso à água potável. Tecnologias avançadas de purificação ajudarão cidades a reciclar e reutilizar água localmente, reduzindo a energia usada para transportá-la em até 20%. Medidores e sensores inteligentes serão integrados em sistemas de água, energia e esgoto, fornecendo informações precisas e em tempo real sobre o consumo, permitindo tomar melhores decisões sobre como e quando usar esse recurso e evitar a contaminação de rios e lagos.


As cidades serão capazes de prever situações de emergência – “responderão” a uma crise mesmo antes de receber uma chamada de emergência

As cidades serão capazes de prever, reduzir e até impedir situações de emergência, como crimes e desastres. A IBM já atua junto a organizações policiais para analisar a informação correta no momento certo e assim permitir que tomem medidas proativas para evitar o crime. O Departamento de Combate a Incêndio da Cidade de Nova Iorque escolheu a IBM para construir um sistema para coleta e compartilhamento de dados em tempo real, a fim de evitar incêndios enquanto protege os bombeiros. A companhia também está desenvolvendo sistemas inteligentes de barragens para proteger cidades de inundações devastadoras.

 

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