Com o tema inovação, sustentabilidade e sucesso foi aberto nesta segunda-feira (31/05), em Munique, a 28ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, em sua abertura.
Em seu discurso, o ministro destacou os laços históricos entre os dois países, as oportunidades de investimentos para empresas alemãs no Brasil e os números positivos do comércio bilateral, que cresceu 200% de 2002 a 2008, passando de US$ 6,7 bilhões para US$ 20,9 bilhões.
Com a crise financeira internacional do ano passado, a corrente de comércio caiu 23,2%, ficando em US$ 16 bilhões. Mesmo assim, o País terminou o ano com a quinta posição entre os mercados de destino dos produtos brasileiros e a quarta entre os países fornecedores de produtos ao Brasil.
Este ano, os efeitos da crise já parecem superados, segundo o ministro. De janeiro a abril, houve aumento de 31,5% no fluxo de comércio bilateral, na comparação com o mesmo período do ano passado – os valores passaram de US$ 4,45 bilhões para US$ 5,85 bilhões.
Miguel Jorge destacou que mais de 1,2 mil empresas da Alemanha estão instaladas no Brasil, sendo responsáveis pela geração de 250 mil empregos, e que esses investimentos começaram ainda no século 19, com a chegada da Siemens, em 1895, e da Bayer, em 1896. “Nos últimos dez anos, foram mais de US$ 10,3 bilhões de dólares em investimentos no Brasil, com destaque para 2009, quando, mesmo com a crise, a Alemanha investiu US$ 2,47 bilhões no País, valor 138,5 % maior que o registrado no ano anterior”, destacou.
Internacionalização de empresas
Na parte de oportunidades de investimentos no Brasil, o ministro citou levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que prevêem investimentos de US$ 735 bilhões para a indústria, infraestrutura e construção civil no Brasil, entre 2010 e 2013. Outros US$ 258 bilhões irão para projetos de construção civil, como moradias e as obras da Copa do Mundo e as Olimpíadas.
“Todos esses expressivos números indicam a confiança empresarial na economia brasileira num patamar inédito em nossa história”, destacou. Mas, para ele, além das várias possibilidades para empresas alemães no Brasil, também é preciso incentivar o interesse das empresas brasileiras de investirem na Alemanha. Ele lembrou que o processo de internacionalização das empresas brasileiras é uma prioridade para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conta com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Em 2008, empresas brasileiras investiram US$ 20,5 bilhões em mercados estrangeiros, dos quais US$ 228 milhões na Alemanha. Mas ano passado esse valor foi de US$ 10,1 bilhões, sendo apenas US$ 2 milhões na Alemanha. “O Brasil e a Alemanha vivem um momento estratégico para criar novas parcerias, com as ótimas perspectivas da economia brasileira para os próximos anos”, concluiu.
O 28º Encontro Econômico Brasil Alemanha está sendo realizado em paralelo à 37ª Reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha para a Cooperação Econômica, a 27º Reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Iniciativa Brasil-Alemanha para Agronegócio e Inovação.
Fonte: MDIC








