A riqueza das nações está determinada pela produção científica e tecnológica. A idéia foi apresentada pelo pesquisador Eduardo Albuquerque, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional de Minas Gerais (Cedeplar), durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada de 26 a 28 de maio, em Brasília (DF).

Albuquerque usou como exemplo a Coréia do Sul, onde, segundo ele, a ciência e tecnologia avançam juntas, crescendo simultaneamente à produção científica e tecnológica. Já em relação ao Brasil, o pesquisador diz que o país não está fazendo o movimento de superar seu desenvolvimento.

“Estamos nos movimentando numa velocidade que apenas nos mantém à distância do limiar, que é constante. Não estamos andando para trás, mas também não estamos acelerando essa movimentação”, disse.

De acordo com Albuquerque, para que o país avance é necessário fazer uma inflexão. “O movimento que a Coréia do Sul fez não é só ter mais patente e artigo. É ter patente de qualidade e muito melhor”.

Fundos Setoriais

Para ele, desde a criação dos fundos setoriais, em 1998, nota-se no Brasil uma mudança de inflexão em termos de produção científica e tecnológica, conseqüência da maior estabilidade, do montante de recursos, e da segurança e confiabilidade.

Corroborando da mesma idéia, João Alberto de Negri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), disse que os recursos dos fundos setoriais devem ser utilizados em novas propostas, e não mais para se fazer o mesmo.

“O desenvolvimento industrial brasileiro precisa fazer com que as empresas façam processo de diversificação da sua produção, ampliando as suas competências em direção ao segmento de maior intensidade tecnológica, de maior agregação de valor”.

Fonte: Gestão C&T

Bookmark and Share