“O desafio da inovação tem que estar presente em todo o tecido social brasileiro”. Com essa fala, o presidente da FINEP, Luis Fernandes, abriu o seminário “Ambientes Econômicos Propícios à Inovação”, do qual foi coordenador, no primeiro dia da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontece em Brasília até o dia 28/5.
De acordo com o dirigente, nos últimos anos, universidades e institutos de Ciência e Tecnologia se aproximaram do ambiente empresarial, mas o processo ainda precisa vencer alguns obstáculos.
“A própria insegurança associada a alguns instrumentos ainda é entrave. Precisamos de um marco regulatório adaptado às incertezas de atrelar conhecimentos novos à economia”, disse Fernandes.
Relator da mesa, Ernani Torres, do BNDES, ressaltou a boa recuperação do país diante da crise econômica mundial ocorrida em 2008. “Hoje, restabelecemos o nível de investimento do momento anterior a agosto de 2008 e vivemos um clima propício à sedimentação da inovação”, contou ele, que apresentou estudos que projetam que a taxa de investimento deve atingir 22,2% em 2014.
Já Rodrigo Loures, da CNI, destacou a importância do conceito de gestão da inovação no ambiente empresarial. Na sua visão, muito além da inovação em produtos e projetos, as próprias empresas têm de ser inovadoras em seus processos internos. “A inovação tem de estar presente em toda a cadeia, não apenas na produção final”, afirmou Loures.
Representante do Grupo Ultra, Pedro Wongchowski afirmou que o empresariado nacional não privilegiou a inovação durante muitos anos, e que por isso a mudança de postura será gradual. Ele destacou que os mecanismos de fomento público preencheram uma lacuna histórica.
Fonte: http://www.finep.gov.br/imprensa/noticia.asp?cod_noticia=2220








